quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Crise ?!! Qual crise ! Afinal há muito para gastar! Paga Zé Povinho!



Governo assume a construção de duas novas linhas de TGV



Novo documento do Governo passa a incluir as linhas Aveiro-Salamanca e Évora-Faro-Huelva na rede de alta velocidade. Investimento sobe para 15 mil milhões.


O novo Governo deverá reforçar a aposta no projecto nacional de alta velocidade ferroviária, alargando-o das actuais três linhas prioritárias - Lisboa-Madrid, Lisboa-Porto e Porto-Vigo - para um total de cinco, passando a considerar como essenciais as ligações Aveiro-Salamanca e Évora-Faro-Huelva.


É essa a intenção de José Sócrates. O anterior ministro das Obras Públicas, Mário Lino, fez divulgar, na semana passada, um documento de balanço do seu mandato à frente do ministério, em que estas duas linhas são inscritas e detalhadas no conjunto da rede de alta velocidade prevista para Portugal.


Aliás, uma das últimas medidas do consulado de Mário Lino foi fazer avançar o concurso para os estudos de impacto ambiental para o troço Aveiro-Salamanca, faltando apenas fazer o mesmo em relação à quinta linha do projecto - Évora-Faro-Huelva.


Nuno Miguel Silva 26/10/09


domingo, 16 de Agosto de 2009

Erros Estratégicos na Nova Rede Ferroviária

O Governo está a cometer um erro estratégico ao propor uma rede que não vai permitir transportar directamente os contentores do nosso território e portos para à U.E.O nosso país ficará mais isolado e menos competitivo.

Ler aqui (PDF) http://maquinistas.org/pdfs_ruirodrigues/rave-conceitos.pdf

in: http://www.maquinistas.org/2009/07/erros-estrategicos-na-nova-rede.html

domingo, 28 de Junho de 2009

A verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima ......

A alta velocidade em Portugal sem viabilidade económica e financeira
por Eugénio Rosa, economista
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quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Apelo à reavaliação dos grandes Investimentos Públicos

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http://static.publico.clix.pt/docs/economia/apelo_economistas.pdf


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quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Nova rede ferroviária:erros e vicissitudes

Opinião - Por Arménio Matias
A perfeita integração da nova rede ferroviária em alta velocidade com os aeroportos de Lisboa, do Porto e de Faro é crucial para a funcionalidade e a sustentabilidade das duas infra-estruturas.

Pelas sinergias que geram e pelas ofertas globais que proporcionam. Sectores vitais para o país, como o turismo e as empresas exportadoras de forte incorporação nacional, justificam esta opção. Tal como é vital para o país a articulação dos portos de Leixões, Aveiro, Lisboa, Setúbal e Sines com a nova rede de bitola europeia (BE), e desta com a rede de plataformas logísticas.

A ausência desta visão na política de transportes do Governo torna erradas muitas das opções da futura rede ferroviária, tal como não é admissível que – tendo o Governo, pressionado pela sociedade civil, transferido o Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) para Alcochete – o processo da construção da nova rede ferroviária prossiga como se o NAL continuasse na Ota.

É errado não construir o novo eixo Lisboa-Porto pela margem esquerda do Tejo até à região de Santarém, passando pelo NAL em Alcochete. É uma opção muito mais barata, permite velocidades mais elevadas, afecta menos as populações e proporciona acessos directos e rápidos ao NAL, sem afectar o tempo de percurso Lisboa-Porto.

É errada a construção da nova estação central de Lisboa na Gare do Oriente, contra o pensamento quase unânime de todo o sector dos transportes e das confederações empresariais, que desejam uma estação (mesmo central) desafogada e bem articulada com a linha de cintura e com a linha vermelha do Metro.

É errada a directriz da nova linha Lisboa-Évora porque não passa no NAL, não segue o traçado mais curto (via península do Montijo) e prevê uma estação tão distante de Évora.

É errada a construção de uma via dupla de BE, apta para tráfego misto, ao lado de uma via única de bitola ibérica para mercadorias, entre Évora e o Caia, quando a Espanha tem em marcha o processo de mudança para bitola europeia.

É errada a terceira travessia do Tejo pelo corredor do Barreiro, tendo por base um processo grosseiramente manipulado como foi explicado no estudo recente da ADFER. Os novos acessos rodoviários devem ser pelo túnel Trafaria-Algés, para descongestionar a ponte 25 de Abril, e entre as penínsulas do Montijo e do Barreiro e do Barreiro e do Seixal, para desencravar o Barreiro. Os novos acessos ferroviários são para ligar Lisboa ao NAL, para a nova rede e, complementarmente, para o suburbano do Barreiro. Optar por um percurso de 53,5 km, em vez de 38 km, para ligar Lisboa ao NAL é intolerável.

É errado conceber o novo eixo Lisboa-Porto como uma linha exclusiva de passageiros. Mesmo que construamos, no médio prazo, as novas ligações internacionais em BE para tráfego misto (passageiros e mercadorias), a faixa litoral ficaria isolada da Europa e a migração da bitola na linha do Norte seria mais complexa.

É errada a não passagem prioritária da nova linha para a Galiza pelo aeroporto Sá Carneiro.

Arménio Matias
Presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário

domingo, 17 de Maio de 2009

Ameaças e oportunidades das Grandes Obras Públicas

Presente no debate CPL Queremos saber...as ameaças e oportunidades das Grandes Obras Públicasdo passado dia 5 de Fevereiro, o Engenheiro Pompeu Santos envia-nos a mensagem que pode ver clicando no título.
Cara Arq. Helena Roseta,

Reitero os meus parabéns pela organização da sessão que teve lugar ontem, 5 de Fevereiro, na Fábrica de Braço de Prata, sobre os grandes projectos de Obras Públicas.

Foi uma boa oportunidade para que os cidadãos interessados ficassem a saber um pouco mais sobre as várias opções para estes projectos. Conforme tive ocasião de referir no final da sessão, sou autor de um Plano Integrado para os grandes projectos na região de Lisboa, designado, exactamente, "Plano Integrado para o Novo Aeroporto de Lisboa, Rede de TGV e Terceira Travessia do Tejo", que elaborei no seguimento de duas conferências que proferi sobre esse tema em Março e Maio de 2007 na Sociedade de Geografia de Lisboa.

Para o caso de estar interessada, o documento pode ser obtido (site da Secção de Ordenamento do Território e Ecologia da Sociedade de Geografia de Lisboa - SGL/SOTE). Entretanto, proferi no passado dia 20 de Janeiro, também na Sociedade de Geografia de Lisboa, uma conferência sob o tema "Planeamento da Rede da Alta Velocidade Ferroviária, Travessia do Tejo e Estação em Lisboa: Alternativas".

A conferência teve por base a apresentação de três documentos elaborados por mim e entregues na Agência Portuguesa do Ambiente, no âmbito da Avaliação Estratégica (em curso) dos estudos de impacto ambiental de três troços da Rede da Alta Velocidade Ferroviária, e intitulados: - "Alta Velocidade Ferroviária.

Consulta Pública no Âmbito do Procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental do Troço Lisboa-Alenquer (Ota). Apreciação do Estudo de Impacto Ambiental e Apresentação de Soluções Alternativas ao Projecto"; - "Alta Velocidade Ferroviária.

Consulta Pública no Âmbito do Procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental do Troço Alenquer-Aveiras de Cima (Troço de Ligação D/C1). Apreciação do Estudo de Impacto Ambiental e Apresentação de Soluções Alternativas ao Projecto"; - "Alta Velocidade Ferroviária. Consulta Pública no Âmbito do Procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental do Troço Lisboa-Moita, Incluindo a Terceira Travessia do Tejo.

Apreciação do Estudo de Impacto Ambiental e Apresentação de Soluções Alternativas ao Projecto". Nestes documentos, além da apreciação dos impactes ambientais, são apresentadas alternativas às soluções de projecto propostas pela RAVE para os referidos troços, tendo em vista, por um lado, a minimização dos impactes e, por outro, o aumento da eficiência e a minimização dos custos. Junto uma "Press-release", distribuída aos participantes na conferência.

Os documentos atrás referidos podem ser descarregados do site da SGL/SOTE, atrás referido ou do site da ADFER.

Com os melhores cumprimentos
S. Pompeu Santos

sábado, 25 de Abril de 2009

TGV - Soluções de Traçado alternativas às da RAVE, permitem menores impactes ambientais, e uma poupança global de mais de 1800 milhões de euros.

Sociedade de Geografia de Lisboa, 20 de Janeiro de 2009
Conferência

PLANEAMENTO DA REDE DA ALTA VELOCIDADE FERROVIÁRIA, TRAVESSIA DO TEJO E
ESTAÇÃO EM LISBOA. ALTERNATIVAS

S. Pompeu Santos, Engenheiro Civil, Membro Conselheiro da Ordem dos Engenheiros

Estão nesta altura em fase de Avaliação Estratégica, os estudos de impacto ambiental dos troços da rede da Alta Velocidade Ferroviária (AVF) entre Lisboa e Alenquer, e Alenquer-Aveiras de Cima, da linha Lisboa-Porto, e entre Lisboa e a Moita, da linha Lisboa-Caia-Madrid (o qual inclui a travessia do Tejo e a estação em Lisboa).

Nos períodos de consulta pública (terminados em Dezembro e Janeiro) o autor, no âmbito da sua
intervenção cívica, elaborou (e entregou na Agência Portuguesa do Ambiente) três documentos de apreciação dos referidos estudos, intitulados:
- “Alta Velocidade Ferroviária. Consulta Pública no Âmbito do Procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental do Troço Lisboa-Alenquer (Ota). Apreciação do Estudo de Impacto Ambiental e Apresentação de Soluções Alternativas ao Projecto”;
- “Alta Velocidade Ferroviária. Consulta Pública no Âmbito do Procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental do Troço Alenquer-Aveiras de Cima (Troço de Ligação D/C1). Apreciação do Estudo de Impacto Ambiental e Apresentação de Soluções Alternativas ao Projecto”;
- “Alta Velocidade Ferroviária. Consulta Pública no Âmbito do Procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental do Troço Lisboa-Moita, Incluindo a Terceira Travessia do Tejo. Apreciação do Estudo de Impacto Ambiental e Apresentação de Soluções Alternativas ao Projecto”.


Nestes documentos, além da apreciação dos referidos impactes ambientais são apresentadas alternativas às soluções de projecto propostas pela RAVE para os referidos troços, tendo em vista, por um lado, a minimização dos impactes e, por outro, o aumento da eficiência e a minimização dos custos.
O troço Lisboa-Alenquer (Ota) vai desde Moscavide (à saída de Lisboa) até um pouco antes de Castanheira do Ribatejo, ainda no concelho de V. Franca de Xira, numa extensão de cerca de 30 km, sendo apresentadas duas opções de traçado (Nascente e Poente) para a zona central do troço.
O troço é caracterizado por atravessar uma zona com grandes constrangimentos, nomeadamente, orografia muito acidentada, densa ocupação urbana, grande densidade de vias de comunicação e de redes de infra-estruturas, tudo condições que desaconselham a instalação de uma linha de Alta Velocidade. Os impactes ambientais são muito gravosos e os custos elevadíssimos. É de realçar a enormíssima extensão de túneis e de viadutos, que representam cerca de 60% da extensão do troço, em ambas as opções. A extensão dos túneis na opção Poente é particularmente expressiva, com cerca de 13 km, alguns deles com vários km de extensão.
O troço Alenquer-Aveiras de Cima (designado Troço de Ligação D/C1) vai desde o términus do troço Lisboa-Alenquer até ao limite Norte da freguesia de Aveiras de Cima, no concelho da Azambuja, numa extensão da ordem de 24 km, dependendo da opção de traçado (são apresentadas 4 opções).
O troço apresenta várias condicionantes, nomeadamente, o atravessamento da Reserva Agrícola
Nacional (RAN) e a Reserva Ecológica Nacional (REN) em largas extensões, bem como a interferência com importantes infra-estruturas, designadamente, auto-estradas e linhas de alta tensão.

É particularmente significativa a interferência com a zona do complexo nó de cruzamento das autoestradas A1 e A10, o que vai obrigar a que passe em viaduto a grande altura sobre toda a baixa do Carregado. A extensão de viadutos é, assim, bastante expressiva variando entre 7,0 e 9,6 km (ou seja 30 a 40% do troço), consoante as alternativas. Há ainda a referir outros impactes importantes, nomeadamente, grande quantidade de escavações e aterros (que atingem mais de 15 metros de altura) e a demolição de vários edifícios de habitação. Os impactes ambientais negativos são, portanto, muito significativos e os custos bastante elevados.
Quanto ao troço Lisboa-Moita, vai desde Moscavide até à saída do Barreiro, incluindo portanto a estação central em Lisboa e a travessia do Tejo.
A travessia do Tejo através de uma ponte Chelas-Barreiro é uma decisão acertada. A ponte será de modo triplo, isto é: “3 em 1”, servindo os comboios da AVF, os comboios convencionais e o tráfego rodoviário, conforme o autor vem defendendo publicamente há vários anos, em artigos publicados, primeiro no DN de 30 de Agosto de 2004, e depois no Expresso de 23 de Outubro seguinte. Contudo, a ponte deverá ser construída em duas fases, sendo a rodovia instalada apenas quando os utentes estiverem habituados a usar o modo ferroviário. Ora, a solução proposta pela RAVE, com as vias ferroviárias instaladas no piso inferior da ponte e as vias rodoviárias instaladas no piso superior, terá de ser construída de uma só vez.
A localização da estação na Gare do Oriente (preconizada pela RAVE) é um erro. A ideia será, possivelmente, justificar uma estação que custou uma fortuna, mas que, na verdade, é desconfortável.
Além disso, o local é muito excêntrico e apertado, não dispondo de espaço para o parque de manutenção dos comboios, que irá, assim, ser instalado na margem Sul (no Barreiro ou na Moita), obrigando a grandes deslocações e à ocupação da ponte com comboios vazios. Por outro lado, em face dos condicionamentos do local, a ampliação da estação para nela instalar a AVF será uma obra muito cara; será quase como construir uma estação nova.

Esta solução obriga ainda a que os acessos à ponte Chelas-Barreiro, em Lisboa, sejam muito complicados e não permitam a ligação à rede viária local. Por outro lado, os comboios, ao sair da ponte, terão de percorrer mais de 5 quilómetros ao longo da zona oriental de Lisboa até à Gare do Oriente, criando graves problemas ambientais, particularmente, ruído excessivo, com grandes
incómodos para as populações.
Quanto aos troços Lisboa-Alenquer e Alenquer-Aveiras de Cima (defendidos pela RAVE), o autor propõe uma alternativa que consiste em passar a linha da AVF pela margem Leste do Tejo (depois de o atravessar na zona da Azambuja), entroncar com a linha de Madrid na zona do Novo Aeroporto, e haver depois um troço comum daí até Lisboa, através da ponte Chelas-Barreiro.
Isto é, as duas linhas da Alta Velocidade passam a servir o Novo Aeroporto. Os terrenos atravessados são planos e sem constrangimentos significativos, pelo que os impactes ambientais serão pouco relevantes e os custos relativamente baixos.
Comparativamente com a solução Lisboa - Alenquer - Aveiras de Cima pela margem direita do Tejo, além de maior eficiência, a economia conseguida será impressionante, superior a 1000 milhões de euros.

Quanto à estação da AVF o autor propõe a sua localização em Chelas, sobre a linha de Cintura.
Trata-se de um local central, logo à saída da ponte Chelas-Barreiro, onde há espaço à vontade para construir uma estação de raiz, satisfazendo todas as exigências duma verdadeira estação de AVF.

Há, também, espaço para instalar o parque de manutenção dos comboios (no vale entre as Olaias e a Belavista). A amarração da ponte será também muito mais simples, permitindo inclusivamente fazer a ligação da rodovia à rede viária local, em Marvila. Além disso, será uma oportunidade para a requalificação urbana daquela zona da cidade, muito esquecida, como se sabe.

Quanto à ponte Chelas-Barreiro o autor propõe uma solução em que as ferrovias são instaladas, sobrepostas, a meio da ponte, e as vias rodoviárias são instaladas, numa segunda fase, em abas a
construir dos dois lados do piso superior da ponte. Os custos serão também reduzidos, em particular devido à simplificação dos acessos.
Em resumo, além de impactes muito menos gravosos e de uma eficiência muito superior, as soluções alternativas às soluções da RAVE permitem uma poupança global de mais de 1800 milhões de euros.

Os documentos atrás referidos podem ser descarregados do site: http://sglsote.no.sapo.pt